Por que (e quanto) estudar?

A literatura microeconômica e de desenvolvimento em educação é extensa e de longa tradição. Mas no campo de crescimento embora não faltem modelos de capital humano e estudos sobre impacto de educação sobre crescimento e renda, não são muitos os estudos que tentam entender porque as pessoas investem em capital humano. Olhando um exemplo específico:…

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Fidelidade

Programas de fidelidade estão disseminados em diversos setores de atividade. O exemplo mais óbvio é o das milhas aéreas. Mas hoje existem esquemas similares em farmácias, supermercados, livrarias, postos de gasolina etc. Há duas vantagens do ponto de vista do vendedor. Primeiro, incentiva-se o consumidor a comprar sempre no mesmo estabelecimento. Segundo, por falta de…

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Como gastos públicos afetam a atividade econômica

Na semana passada Raphael Corbi, que está terminando doutorado na London Business School, apresentou um paper bem interessante na USP. O objetivo é estimar o multiplicador fiscal, isto é, o impacto de variações no gasto público sobre o PIB. Há dois desafios associados a essa estimação. Primeiro, outras variáveis tendem a acompanhar uma variação nos…

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Ter dinheiro nos torna “de direita” ou “de esquerda”?

Por que alguém é “de direita” ou de “de esquerda”? Existem, essencialmente, duas explicações. Uma é a de que essas preferências políticas emanam de nossos códigos morais internos — nossas visões sobre “o que é certo e errado”. A outra é a de que nossas preferências políticas são mero exercícios de puro auto-interesse os quais…

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Casamento causa desigualdade de renda?

Casais tendem a se conhecer na escola ou no ambiente de trabalho. Isso faz com que marido e esposa tenham características semelhantes em termos de habilidade ou capital humano. Por exemplo, se duas pessoas começam um relacionamento na faculdade, elas terão educação de qualidade semelhante. Na literatura, esse fenômeno é conhecido como “assortative mating”. No…

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Sucesso: sorte ou esforço?

Dois fatores podem explicar o sucesso de uma pessoa: esforço e sorte. Políticas redistributivas fazem sentido quando o fator sorte é importante. Por exemplo, antes de nascer, a pessoa não tem certeza se terminará em uma família rica ou pobre. Ao redistribuir renda ex-post, o governo compensa em parte esse risco inicial. Em outras palavras,…

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1 milhão para quem disser o que o governo faz com nossos impostos

Nada pode dar uma ideia mais precisa do quão institucionalmente primitivo e muito pouco republicano o Brasil é do que a completa e total falta de transparência no orçamento da União. Para onde vai o dinheiro que as esferas do governo arrecadam? Que se gasta um monte com previdência social e saúde, isso nocionalmente se…

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Ser bonito reduz a chance de ser criminoso?

No artigo “Ugly Criminals“, publicado na Review of Economics and Statistics, os economistas Naci Mocan (Louisiana State University, NBER) e Erdal Tekin (Georgia State University, NBER) mostram evidência de que beleza (ou a ausência dela), através de seu efeito na formação de capital de humano, afeta a propensão dos indivíduos de se envolverem em atividades criminosas: quanto mais…

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Qual o efeito das prisões sobre a bandidagem?

A Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) divulgou alguns meses atrás seu último anuário com dados sobre criminalidade no país no ano de 2012. Chama a atenção o número de mortes: cerca de 50 mil. Em termos absolutos esse número de mortes é mais do que a média anual de mortes registradas nas guerras da Síria, do Afeganistão e do Iraque. Mas não…

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Você roubaria se pudesse? O caso das máquinas de auto-pagamento

Circulou nos últimos dias no noticiário britânico a seguinte notícia: uma enquete com 2.500 pessoas revelou que 1 em cada 5 admitiam já ter praticado algum tipo de roubo quando utilizando as máquinas de “auto-pagamento” (self-checkout). Veja a matéria aqui. O prejuízo causado seria da ordem de 1.6 bilhões de libras esterlinas (uns R$ 6.5…

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